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Empreender na Internet: 6 Modelos e Custos Reais

Empreender na Internet: 6 Modelos e Custos Reais
Vinícius Terçariol
Vinícius Terçariol 12 min de leitura
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Empreender na internet atrai cada vez mais brasileiros. Os números justificam: o e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 200 bilhões em faturamento em 2025, com projeção de R$ 258 bilhões para 2026. O dinheiro circula. A oportunidade existe.

O que poucos calculam antes de começar é o outro lado: 3,8 milhões de novos MEIs foram abertos só em 2025. A barreira de entrada caiu tanto que os modelos mais óbvios (dropshipping genérico, curso de marketing digital, afiliados de saúde) já estão saturados. Competir neles sem diferenciação é queimar dinheiro.

A diferença entre quem sobrevive e quem fecha em seis meses passa por três coisas: modelo certo, custo calculado e estrutura mínima de empresa. Este guia cobre as três, sem promessa de renda passiva em 30 dias. Se você ainda está na fase de definir qual nicho escolher, vale começar por lá antes de avaliar os modelos específicos.

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O cenário: 47 milhões de empreendedores e um paradoxo

A taxa de empreendedorismo no Brasil atingiu 33,4% em 2024, a maior em quatro anos. São 47 milhões de pessoas à frente de algum tipo de negócio. O país é o 6º no mundo em empreendedores estabelecidos (mais de 3,5 anos de operação), à frente de Estados Unidos, Reino Unido e Itália.

No digital, a infraestrutura está praticamente universalizada: 98% dos pequenos negócios têm acesso à internet, 76% usam computadores e 47% já adotam softwares de gestão. Parece que está tudo pronto.

O paradoxo: o Índice de Maturidade Digital (IMD) médio do pequeno negócio brasileiro é de 37 pontos numa escala de 0 a 80. Faixa “iniciante”. Ter internet e computador não é ser digital. É como ter forno industrial e vender bolo de pote no semáforo.

Para completar, um estudo da FGV mostra que 53% dos CNPJs abertos recentemente funcionam como pejotização, não como empreendedorismo genuíno. O número de 47 milhões impressiona, mas a fatia que opera um negócio de verdade (com modelo de receita, cliente recorrente e margem calculada) é bem menor.

A oportunidade real, então, não é “colocar um negócio na internet”. É operar um negócio online com modelo definido, automação e dados. A pergunta passa a ser: qual modelo faz sentido para quem está começando?

Close das mãos de um empresário ao teclado e celular com gráficos ao empreender internet em sua mesa de trabalho.
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6 modelos para empreender na internet (e o investimento real)

Todo guia sobre negócios digitais lista “venda cursos”, “faça dropshipping”, “vire afiliado”. O que falta é a conta: quanto custa, qual a margem e o que cada modelo exige de quem opera.

ModeloInvestimento inicialMargem típicaTipo de receitaPrincipal exigência
E-commerce com estoqueR$ 3.000 a R$ 10.00020% a 40%Por vendaCapital de giro e logística
DropshippingR$ 500 a R$ 2.00015% a 30%Por vendaFornecedores confiáveis
InfoprodutosR$ 200 a R$ 1.00070% a 90%Por vendaAutoridade no nicho
Marketing de afiliadosR$ 100 a R$ 50030% a 50% (comissão)Por venda indicadaTráfego qualificado
Serviços digitaisR$ 0 a R$ 50060% a 80%Por projeto ou mensalidadeHabilidade técnica
Revenda de tecnologiaR$ 500 a R$ 2.00050% a 70%Recorrente (mensal)Capacidade comercial B2B

E-commerce com estoque próprio

O modelo clássico. Você compra, estoca e envia. A margem compensa quando o nicho é bem escolhido, mas o capital de giro não perdoa: estoque parado é dinheiro congelado. Plataformas como Nuvemshop (plano gratuito) e Tray (a partir de R$ 79/mês) reduzem a barreira técnica. O investimento real, porém, está no estoque e no tráfego pago para atrair compradores.

Dropshipping

Elimina o estoque: o fornecedor envia direto para o cliente. O investimento inicial é menor, mas a margem também. O gargalo está em encontrar fornecedores que entregam no prazo e com qualidade. Se o fornecedor atrasa, quem perde a reputação é você. E com 79% das compras online acontecendo pelo celular, a experiência de compra precisa ser impecável do clique à entrega.

Infoprodutos (cursos, e-books, mentorias)

Margem altíssima porque o custo de produção é quase zero após a criação. O problema: o mercado está infestado de promessas vazias. A ABIACOMM já denunciou práticas de “gurus digitais” que vendem cursos caros com garantias de retorno falsas. Para funcionar de verdade, você precisa de autoridade real no tema e audiência construída. Sem isso, o orçamento em tráfego pago consome a margem antes dela existir.

Marketing de afiliados

Você promove produtos de terceiros e recebe comissão por venda. Parece simples. Na prática, sem tráfego qualificado (orgânico ou pago), a comissão não cobre nem o custo da operação. Foi o primeiro modelo que explodiu no Brasil graças a plataformas como Hotmart, Eduzz e Monetizze. E justamente por isso é o mais saturado.

Serviços digitais

Gestão de tráfego, design, copywriting, desenvolvimento web. Começa com investimento quase zero porque seu conhecimento é o produto. Margem alta, cliente pagando por projeto ou mensalidade. O limite: escala linear. Cada hora sua vale dinheiro, mas o dia tem 24 horas. Para crescer, precisa virar agência, e aí a complexidade muda de patamar.

Revenda de tecnologia (white label)

Esse é o modelo que poucos consideram e que resolve um problema central dos outros cinco: receita recorrente. Em vez de vender uma vez e correr atrás do próximo cliente, você vende uma solução de tecnologia para negócios locais e cobra mensalidade.

O exemplo mais direto: Wi-Fi marketing com hotspot social. Restaurantes, academias, hotéis e clínicas precisam de Wi-Fi para clientes, mas tratam isso como custo puro. Com uma solução white label, você transforma esse Wi-Fi em ferramenta de captura de leads (via captive portal com login social ou cadastro por celular) e cobra do estabelecimento por isso. Todo mês. A mesma lógica vale para automação de WhatsApp, que atende, qualifica e faz follow-up com os clientes do negócio.

O investimento inicial é a assinatura da plataforma mais o custo comercial para prospectar clientes. A margem é alta e, diferente dos outros modelos, cada novo cliente aumenta sua receita mensal sem aumentar proporcionalmente o seu trabalho.

Escolher o modelo é metade da equação. A outra metade é montar a estrutura que faz o negócio funcionar como empresa, não como hobby.

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A maioria dos negócios paga pela internet dos clientes sem capturar nenhum dado. Com o Hotspot Social, cada acesso vira oportunidade de venda.


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A estrutura mínima para operar (não apenas existir)

Um negócio online que funciona precisa de cinco camadas. Pular qualquer uma custa mais caro depois.

Você precisa de um CNPJ. Pode ser MEI, com custo de aproximadamente R$ 67/mês. 78% dos novos CNPJs em 2025 foram MEIs. Conta jurídica, nota fiscal, credibilidade com fornecedor e com cliente B2B: tudo depende disso.

Precisa de uma plataforma. Para e-commerce: Nuvemshop (gratuito) ou Shopify (a partir de US$ 19/mês). Para serviços e infoprodutos: um site com formulário de contato e gateway de pagamento (Mercado Pago, PagSeguro, Stripe) já resolve.

Precisa de automação de relacionamento. CRM básico integrado ao WhatsApp Business API. Responder manualmente cada lead que chega é insustentável depois do 50º contato. Qualificação e follow-up automatizados não são luxo para quando o negócio crescer. São pré-requisito para ele crescer.

Precisa de pelo menos um canal de aquisição previsível. Tráfego pago (Google Ads, Meta Ads), SEO, redes sociais orgânicas, marketplace ou indicação. O canal pode mudar com o tempo, mas “torcer para o cliente aparecer” não é canal.

E precisa tratar IA como infraestrutura, não como bônus. Gerar descrições de produto, disparar sequências de e-mail, analisar dados de venda, atender com chatbots: em 2025, isso é o básico. Quem não adotar IA em 2026 enfrentará desvantagem crescente em custo de aquisição e conversão.

Ter essa estrutura montada já coloca você à frente da maioria. Mas ter estrutura e usá-la são coisas diferentes, e é exatamente nesse ponto que a maioria dos empreendedores digitais trava.

Por que a maioria trava (e o que fazer diferente)

O IMD de 37/80 conta uma história clara: a maioria dos empreendedores digitalizou as ferramentas, mas não digitalizou o pensamento. Estar no Instagram não é estratégia. Ter site não é ter canal de venda. Ter WhatsApp Business não é ter automação.

Os travamentos mais comuns:

  • Investir em tráfego pago sem funil. Jogar R$ 2.000 em anúncios e mandar o clique para um WhatsApp sem script de atendimento. O lead chega, não é qualificado, não recebe follow-up, evapora. O problema não é o tráfego. É o que acontece depois do clique.
  • Competir por preço em mercado comoditizado. Dropshipping de produto genérico, com a mesma foto do fornecedor que outros 500 vendedores usam. Sem marca, sem diferenciação, sem motivo para o cliente comprar de você.
  • Confundir presença com resultado. Postar no Instagram todo dia sem medir conversão. Criar conteúdo que gera likes, não leads. Acumular seguidores que nunca compram nada.
  • Acreditar em atalhos. O mercado de infoprodutos tem verdades e mentiras em proporção quase igual. A mentira mais perigosa: que existe modelo de negócio que roda “no automático” sem que você construa a máquina primeiro.

O que separa quem cresce de quem desiste é a combinação de três coisas: nicho específico (não genérico), automação de relacionamento com o cliente (o lead entra e é nutrido sem intervenção manual) e receita previsível (recorrente, não avulsa).

O modelo de revenda de tecnologia atende os três critérios de forma estrutural. E existe um caminho prático, ainda pouco explorado, para quem quer empreender na internet vendendo soluções para negócios locais.

Empreender com Wi-Fi: receita recorrente vendendo para negócios locais

Todo restaurante, academia, hotel e clínica oferece Wi-Fi para clientes. Na esmagadora maioria dos casos, esse Wi-Fi é custo puro. O dono paga a internet e distribui de graça. Não captura nenhum dado. Não gera nenhum retorno.

Wi-Fi marketing transforma esse ponto de conexão em canal de captura. O funcionamento é direto: o cliente se conecta ao Wi-Fi, passa por um captive portal (tela de login), faz opt-in registrando e-mail, celular ou rede social, e só então acessa a internet. O estabelecimento captura o dado automaticamente. Sem formulário manual. Sem pedir cadastro na fila.

A oportunidade de empreendedorismo está na camada white label. Em vez de ser o restaurante que usa a ferramenta, você é quem fornece a ferramenta para o restaurante. Você contrata a plataforma com sua própria marca, prospecta estabelecimentos, instala o hotspot e cobra mensalidade.

A conta simplificada: 20 clientes pagando R$ 200/mês de mensalidade geram R$ 4.000 de receita recorrente. 50 clientes, R$ 10.000. O custo operacional cai depois da instalação porque a plataforma roda sozinha. O trabalho passa a ser comercial: prospectar novos clientes e manter os atuais satisfeitos com os dados que a ferramenta entrega. Para estabelecimentos que já são seus clientes, você pode usar técnicas de Wi-Fi para lançamento de produtos e criar receita adicional de consultoria.

Quando o lead é capturado pelo Wi-Fi, ele pode ser direcionado automaticamente para uma conversa no WhatsApp. A integração Wi-Fi com WhatsApp empresarial fecha o ciclo completo: captura no hotspot, qualificação por mensagem, follow-up automatizado. O dono do restaurante recebe o lead pronto. Você recebe a mensalidade.

É o tipo de modelo que escala sem escalar proporcionalmente o seu tempo. Cada instalação nova roda com a mesma plataforma, a mesma automação, o mesmo painel.

Se você está avaliando como empreender na internet com receita recorrente e clientes B2B, o Wi-Fi marketing é um caminho que vale conhecer. A solução white label de hotspot social permite criar sua marca e operar como fornecedor de tecnologia para qualquer setor: alimentação, academias, hotelaria, saúde. E para quem quer complementar com automação de atendimento e vendas, o Chat Corp (WhatsApp Empresarial) integra captura e conversão no mesmo fluxo.

Vista ampla de um escritório moderno com profissionais trabalhando para empreender internet com vista da cidade.
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Perguntas frequentes

Preciso de CNPJ para empreender na internet?

Não é obrigatório para atividades informais, mas recomendável. O MEI custa cerca de R$ 67/mês e abre portas para conta jurídica, nota fiscal e credibilidade com clientes e fornecedores. Em 2025, 78% dos novos CNPJs foram MEIs.

Qual modelo de negócio online é melhor para quem tem pouco dinheiro?

Serviços digitais (gestão de tráfego, design, copywriting) exigem investimento quase zero, apenas conhecimento técnico. Marketing de afiliados e infoprodutos também começam com menos de R$ 500, mas dependem de audiência ou tráfego pago para gerar receita.

Quanto tempo leva para um negócio online dar lucro?

Serviços digitais podem gerar receita no primeiro mês se você já tem a habilidade. E-commerce e infoprodutos costumam levar de 3 a 6 meses para cobrir o investimento inicial. Modelos de recorrência (como revenda white label) precisam de 2 a 4 meses de prospecção para montar uma base mínima de clientes.

O mercado de infoprodutos ainda vale a pena?

Para quem tem autoridade real e nicho específico, sim. Para quem quer criar curso genérico de marketing digital, não. A margem é alta (70% a 90%), mas a concorrência e a desconfiança causada por promessas falsas de “gurus” exigem diferenciação e prova social genuína.

O que é empreender com Wi-Fi marketing?

É usar a infraestrutura de Wi-Fi de estabelecimentos comerciais como canal de captura de dados de clientes. Com uma solução white label, o empreendedor fornece essa tecnologia para restaurantes, academias e hotéis, cobrando mensalidade. O Wi-Fi deixa de ser custo e vira ferramenta de marketing com receita recorrente para quem opera.

Qual a diferença entre ter presença digital e ter um negócio digital?

Presença digital é ter site, redes sociais e WhatsApp. Negócio digital é ter modelo de receita, canal de aquisição de clientes, automação de relacionamento e métricas de conversão. A maioria dos pequenos negócios brasileiros tem presença, mas opera com maturidade digital de nível iniciante (37 de 80 no índice do Sebrae).

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